sábado, 1 de dezembro de 2012

Será que temos uma imagem exata de nós?

Viver é sempre aprender! Aprendo a conviver com as pessoas do meu trabalho, minha família, meus vizinhos e colegas e procuro sempre tirar uma lição de cada situação.
Quanto mais nos relacionamos com as pessoas, mais tipos de personalidades conhecemos e das mais diferentes possíveis. E, naturalmente, eu procuro entender as características, postura e temperamento dos outros. Sempre gostei de fazer uma "leitura visual" das pessoas, pelas suas palavras, faço uma reflexão e tiro minhas conclusões sobre alguém. Quem me conhece bem sabe que muitas vezes eu acerto!!


Depois de uma leitura sobre autoconhecimento, passei a fazer associações entre o que li e o comportamento das pessoas ao meu redor. Será que elas tem uma imagem exata de quem são??


Falo isso porque cada vez mais vejo pessoas que tem uma noção distorcida de suas próprias capacidades, qualidades e características pessoais. Alguns tem uma noção inflada de si, projetam qualidades que não existem e tornam-se arrogantes, achando que o jeito que eles veem as coisas é o melhor e não toleram sugestões e críticas dos outros. Este tipo de postura leva a uma pressão excessiva sobre si mesmo e quando suas expectativas não são atingidas, ficam insatisfeitos e culpam os outros por sua infelicidade, afinal de contas se julgam perfeitos, um "gênio não valorizado", e geralmente acreditam que os outros é que estão errados. 
Por outro lado, existem pessoas que têm uma baixa auto-estima e subestimam suas capacidades, achando sempre que não são capazes de realizar as coisas. Quem se autodeprecia, acaba se rebaixando. Este excesso de humildade pode bloquear qualquer possibilidade de aperfeiçoamento de si próprio.
Portanto, os excessos tanto em termos de exagero quanto de depreciação são destrutivos.

Conheço pessoas que se enquadram nestes dois extremos: os que se intitulam donos da verdade e os que se subestimam. Aliás, acho que tenho visto cada vez mais pessoas no extremo superlativo, que tem um orgulho excessivo como forma de dar uma sensação de proteção e conforto para si próprios. Rebatem a críticas como se estivessem numa batalha que, na verdade, eles mesmos criam dentro de si, já que o "inimigo" lhe tirou da zona de conforto interior.

 
"Visão realista de nossas capacidades, aptidões e habilidades..."
Interessante é que a pessoa que tem uma visão realista de suas capacidades tem uma sensação de autoconfiança, uma força interior, e reage melhor às críticas do que aqueles que tem uma imagem distorcida de si. Quando sabemos nossas verdadeiras limitações, somos menos afetados pelas críticas dos outros e usamo-nas como oportunidades para aprender algo sobre nós mesmo. Ter segurança para reconhecer nossas aptidões positivas nos torna independentes de elogios para obter o sentimento de realização pessoal.


O indivíduo que superestima suas qualidade certamente terá maior dificuldade em fazer uma auto-avaliação realista de suas capacidades, pois ele acredita que não precisa rever a imagem de si mesmo, afinal são muito superiores a todo mundo.

Para mim, esta reflexão foi muito importante: "segurança para reconhecer nossas aptidões positivas nos torna independentes de elogios para obter o sentimento de realização pessoal"... percebi que não preciso de elogios para me sentir satisfeita e confiante em minhas capacidades. Ás vezes acho que as pessoas estão dando muito valor aos elogios, às promoções e aos títulos, parecem que sentem necessidade extrema de reconhecimento, e perdem a noção da essência e dos propósitos... Mas isto é tudo?? E preciso de tudo isto??
Penso que minha atitude em relação às situações é suficiente para me sentir capaz e competente. Críticas? Elogios? Medo de errar? Não importa... O que interessa é sempre agir no sentido do bem comum. E quanto mais próxima estou da minha realidade e das minhas habilidades, menos decepção e frustração sentirei... E mais confiança terei!

Críticas = Oportunidades. E são muito bem vindas!!
Isto só me faz crescer ainda mais!!

Boa semana a todos! :-)